segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Rápidas

O melhor bolo de chocolate do mundo
Isso lá é nome de doceria? Você já chega lá achando que vai comer o melhor bolo de chocolate do mundo. Tá, é bom. É ótimo. Porém o título é muito exibido. Mas deu certo. Já fui lá 2 vezes em 1 semana. Droga. Regime já.

No pet shop (de novo)
Eu no balcão esperando a atendente sair do telefone para pagar, e ela falando:
- Não, hoje estamos lotados, acabou de chegar a família Cintra e quando eles chegam o pet shop fecha.
E eu ouvindo, rindo e pensando que exagerei no amor e nos pêlos, mas eles são tão lindos.

Ataques
Hoje tive ataque de: choro, raiva, ódio, medo, ansiedade, angústia, riso, amor, silêncio, fúria, espirros, fungadas, lambidas, coceira, berro, cócegas, caretas, febre, pânico, frio, calor… E todos estes ataques foram por ter recebido uma carta do banco.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

1º tempo

Outro dia conversando com um amigo, ele me falou:
- É Renatinha, já joguei o 1º tempo, estou no vestiário me preparando para o 2º...
Pensei e percebi que eu também vivo neste momento, me preparando para o 2º tempo da vida. O que vivi até agora foi uma parte dos 90 minutos, a partida não está decidida.
Ver o "tira-teima" só reforça os acertos, alinham os erros e cria um novo fôlego.
Pois no fundo, o resultado deste jogo, está no balanço dos sorrisos, amores, cheiros, sabores, lágrimas, saudades, amizades...
Muitas mudanças este ano estão acontecendo. Mas agora, é tomar água, limpar o suor e encarar o 2º tempo de um jogo onde ganhar ou perder não significa nada. Estou nos meus 15 minutos de descanso me preparando para o resto da partida.

Repente eleitoral

Carrega na catraca, carrega na catraca
Sorria, meu bem, sorria
Ciranda cirandinha vamos todos cirandar
Fu, fu, fu... Fulaninha...

Alguém mais está irritado com as musiquinhas? Ou só eu?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Não sou Freud de ninguém

Estava outro dia conversando com uma amiga, tentando justificar alguma atitude de alguém ou me desculpar por outrem ter feito algo de errado comigo... Quando ela me fala sobre uma matéria que leu, onde dizia "Não sou Freud de ninguém", fiquei surda sobre o resto da conversa, pois para mim já bastou esta frase. Isto é libertador, porque não pensei nisso antes?
Pense: sabe aqule amigo que você adorava, foi ao enterro do pai dele, segurou sua mão, chorou junto e quando você precisou do carinho de volta, não recebeu nem uma mensagem pelo celular? Minha psicologia Marie Claire diria: "Coitado, deve estar revivendo a sua dor". Ou aquela menina irritante, que é mimada e extremanete arrogante? Eu diria: "Ela nunca aprendeu a dividir, no fundo ela é legal". Ou ainda o "gatinho" que você conheceu, mas não queria compromisso sério, pois um ano antes terminara um casamento, e a minha cultura do almanaque da NOVA diria: "Ele emocionalmente não está pronto para um novo relacionamento, entenda, aceite... bla, bla, bla".
Ah! Velhos tempos em que eu não conhecia a frase mágica. "Não sou Freud de ninguém" inicia uma nova era.
Ã, ã, ã, cada um no seu divã.

Regina, muito prazer - parte 2

Devo ter cara de Regina mesmo... No elevador...
Vejo uma vizinha, a Liliane, chegando. Ela fala pelos cotovelos, mas não tive como fugir e digo "boa noite", sorrio e abro a porta para o elevador mais demorado da história.
- Ah! Regina, obrigada. Como você está? Regina, vi o seu marido aí outro dia, hum, um homem bonito daqueles eu não deixava morar sozinho lá no Nordeste. Regina, se cuida hein? Homem está difícil, Regina e você aqui sozinha, deixando ele solto...
Muda. Fiquei pensando: Regina? Regina? Regina? E ainda gorando meu casamento? Se metendo na minha vida? NÃO!!!! Ódio...
- Ah! Eliane, pois é. É só o que consigo dizer, calmamente.
- Regina, meu nome é Liliane.
- Muito prazer, pois meu nome é Renata.
Silêncio ensurdecedor até o 7º andar...

Preciso mesmo de vizinhos novos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

4 meses

Nestes 120 dias, não teve 1 dia em que não chorei, tive vontade de te ligar, te ver, te ouvir.
Não teve 1 sorriso que não lembrei de você, nem 1 lágrima que não te pertenceu. Não teve 1 minuto em que eu não quis berrar, gritar, me rebelar e dizer que é injusta a minha dor.
Tenho medo de me esquecer da sua risada, das suas histórias, do seu cheiro, seu jeito. Do seu cantarolar, sua "operação piu-piu", o sabor da sua truta.
Tenho medo também de nunca mais ser inteira. Falta uma parte minha. Estou há 4 meses juntando os cacos, colando as peças que não fazem mais sentido. Às vezes acho que tudo se perdeu.
É Big Fish, a vida real é muito chata sem você.
Sua filha

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A operação

Minha mãe foi na sexta-feira operada para colocar uma prótese na perna, para assim parar de usar bengala e voltar a usar óculos escuros. A enfermeira chegou no quarto antes da cirurgia e pergunta:
- Qual seu peso e altura, Dona Silvia?
Minha mãe sem piscar responde:
- Peso 59 kg.
Eu e minha irmã já começamos a rir, pois duvidamos deste peso.
- E sua altura? Pergunta a enfermeira.
- 1,80m. Responde minha mãe, que não deve ter nem 1,50m e ainda diz rindo. - Medida de Miss, sabe como é...
E nem sob tortura falou a verdade.

Conversa codificada

Minha madrinha tem um linguajar próprio que só quem convive com ela, já o codifica e continua a conversa como se ela estivesse falando corretamente.
Por exemplo:
- Fui ao cinema ver aquele filme, Detetive no sofá, ah! foi ótimo.
O filme se chama Máfia no Divã, mas ninguém questiona.
- As meninas estão no bloco de carnaval, axila de Deus.
Seria Suvaco de Cristo?
- Sabe eu vi na TV aquele cantor grego, marido da Ki...
O cantor é Latino e a mulher dele... Kelly Key
- Conhaque, vem cá? Conhaque...
O cachorro não atente pois ele se chama Champagne
- Moço o senhor tem o requeijão Serra Pelada?
A marca é Pedra Selada...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Que feio!

Um post por semana...
Prometo me redimir semana que vem.
E prometo voltar a fazer a "ronda" nos meus preferidos.
Ano de eleição é assim, a gente promete coisas... e tenta cumprir.
Ou não?
Bom final de semana a todos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre casamentos

Fui madrinha de um casamento na sexta-feira. Um casamento lindo de um jovem casal, tudo foi tão lindo que nem vou falar mal de nada. (milagre!)
Ops, quase nada. Uma coisa que me deixa intrigada: porque as pessoas acham que todos os convidados de um casamento são íntimos seus, como se fossem da família?
Cena: eu no toalete discreta, como sempre. Quando entra uma senhora visivelmente em um vestido 2 números menores que o manequim correspondente às suas medidas grandes, imensas. E me pede: "Lindinha, me ajuda a desamarrar esta cinta que estou usando e me espera para depois abotoa-la".
Se tivesse uma câmera por lá, veriam minha cara de "han?"
Como não sei falar não, nem para um poste, lá fui eu ajudá-la a desabotoar sua cinta para depois abotoar de novo. Me senti a empregada gorda de E o vento levou... amarrando o espartilho da mocinha. Que missão mais dificil, juro que até suei de ódio por não ter dito não. Existe coisa pior que tocar numa estranha e tentar colocar as banhas dentro de um negócio apertado, mas tão apertado, que achei que depois que conseguisse ela iria explodir pelos ares. Minha maquiagem derreteu.
Mas o que me intriga é, quem pede isso para uma total estranha?
Eu teria vergonha e jamais faria xixi para não ter que depois recolocar aquele negócio no corpo. Peraí, pára mundo. Porque eu ajudei? Nem dormi e nem voltei a enxergar depois daquilo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Lá vem ela...

Ando escrevendo pouco e trabalhando muito, mas deu um tempinho para recolher algumas pérolas que ouvi nestes dias a respeito dela: a Diva.
• Meu telefone toca e ouço: - Oi, eu reuni um grupo de empresários da Amazônia e queria saber se ela pode vir fazer um show aqui. Sabe os dias que ela tem livre? (peraí que vou ver, não desliga, hein?)
• Será que a Diva não pode participar do programa Roda Viva? (Imaginem Madonna na cadeira giratória sendo entrevistada pelos intelectuais?)
• Tenho um grupo de fãs de Pelotas, Rio Grande do Sul e queremos ver a Madonna, será que vocês podem nos dar os ingressos? Somos em 350 rapazes. (só isso? fácil. Liga pra ela no telefone...)
• Se eu entrar na internet a 00:01 para comprar os ingressos, você pode ligar pra lá e dizer que sou sua amiga? (ligar para a internet? como faço isso? olha, minha amiga vai comprar, hein?)
• No elevador - Ah! Você trabalha na empresa que vai trazer a Madonna, né? Será que você podia me dar alguma coisa dela? Pode ser qualquer coisa. (serve papel higiênico usado?)
Porque ninguém me pergunta nada sobre o show do Marcelo Camelo?

*Vaca amarela fez cocô na panela quem falar de Madonna primeiro come tudo dela.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Stella Maris e Dorival

68 anos vividos um ao lado do outro, uma vida toda.
Cada um com a sua idade avançada, adoecem, um fica em coma, o outro de cama. Um vai para Maracangalha, só, pois Amália não quis ir. Mas 10 dias depois, ela se rende e vai levar o seu chapéu de palha.
68 anos juntos e 10 dias separados, isso que é uma vida juntos. Juntos mesmo, até a morte.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dúvidas

Lombada eletrônica
Se a velocidade da lombada eletrônica é de 40km/h, porque as pessoas passam a 0,5km/h? Será que acham que vão ganhar um bônus do CET se forem bem devagar? Muito devagar mesmo? Será que se sairem do carro e empurrarem os seus carros eles ganham algum prêmio?
Ninguém me avisou desta gincana...
Rick Martin
Foi pai de gêmeos através de uma barriga de aluguel. Será que seria tão difícil ele achar alguém, no caso eu, que faria este favor de graça e sem precisar de inseminação?
Horário político
Apareceu na TV a Dra. Havanir, quando ela começou a falar a PTK ficou tão brava, latiu sem parar, fiquei pensando se é um sinal para votar nela ou se a Teka viu algo do além perto dela, talvez o Enéas.
Engov
Quando eu digo para uma amiga: "Ah! Vou sair com uns amigos hoje".
A minha amiga responde:
a) - Divirta-se
b) - A Paty vai?
c) - Bom engov pra você?
Que propaganda horrível. Alguém viu? É sério.
Igreja Universal do Reino de Deus
A convenção dos 318 pastores me intriga, será que precisam de 318 pastores? Será que alguém conta se estão todos lá? E se um faltar? Perde a força?

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sr. Morcego,

Como o senhor está? Sei que não muito bem, diante dos últimos acontecimentos em que as nossas vidas cismam em se cruzar.
Pois bem, escrevo esta carta em missão de paz e com algumas dicas de sobrevivência básica.
Me desculpa por ter deixado a janela aberta na sexta-feira, bem na hora do seu vôo rasante sob a minha cabeleira, é, aquele cabelo cheiroso e lindo, até então limpo, era meu, mas o senhor entrou em casa tão rápido que não tivemos tempo para nos apresentar. Sou Renata, prazer, conheci um primo seu, tempos atrás, em Recife, que aliás insistiu em dormir no meu travesseiro, e, ô dó, acordou morto. Não sei que fim o senhor levou, pois depois do tal rasante em minha cabeleira, sim, era eu correndo feito loca, berrando e batendo na minha cabeça, seguido do choro e das 2h30m de banho. Mas espero que o senhor não tenha se machucado, e da próxima vez, toca a campainha, por favor.
Mande beijos para a D. Joaninha, para o Sr. Tatu bola, Sr. Grilo e D. Mariposa, eles sim, nunca me agrediram.
Enfim, espero que entenda a minha falta de educação durante a sua ilustre visita. Só peço que não volte sempre.

domingo, 24 de agosto de 2008

Ei, é aqui mesmo...

O Passei dos Trinta, ganhou de presente um novo layout.
Quem fez foi a Kel, minha querida Kelly Vanelli do "caderno de ilusões". Fez com todo carinho e é a minha cara. ADOREI!
Espero que gostem também.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Renata, ops Regina

Um colega de trabalho, uma vez me falou:
- Regina, bom dia!
Respondi "Bom dia". Rindo. Não desmenti, nem disse: - Olha meu nome é Renata. Tudo bem. Talvez eu nunca mais o veja, pensei.
Mas 3 anos depois...
- Oi Regina. Diz o moço, que agora senta perto de mim.
- Oi Colega. Digo sorridente.
Todos do meu departamento, me incentivam a falar a verdade. Mas fico sem graça. Se não falei a verdade no primeiro "Bom dia". Vou falar agora?
Enfim... sempre que preciso mandar e mail para ele eu mudo a minha assinatura para Regina Cintra. Isso já está ficando um pouco complicado, pois, não sou a pessoa mais ocupada do mundo, confesso, mas também não fico aqui só no tricô.
Ontem, meu chefe, já de saco cheio desta minha dupla personalidade, berrou bem alto para me deixar sem graça: - Renata, corre aqui.
Nesta hora, o colega se virou para mim e perguntou:
- Porque ele te chamou de Renata?
Eu sorri, cheia de coragem, enchi o peito e falei:
- Ele acha que meu nome é Renata, eu nunca desmenti.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Gostou do que leu?

Então pode deixar um dinheirinho para o autor...
A revista online Salon criou uma novidade em sua comunidade Open Salon - usuários remunerando usuários pelos posts que escreveram. É simples - se um usuário leu um post que gostou, remunera o autor através do sistema de micropagamento MoneyExchange. Para começar, cada membro do Open Salon que se registra no sistema ganha um credito de USD 10 - para experimentar e poder começar a pagar outros membros da comunidade. Para receber, no entanto, o usuário também tem que ser registrado no MoneyExchange. Noticia da CNet. 13/08 - Julio Hungria - Notícia Blue Bus.

Não sei porque, mas gostei da idéia... quem gosta do blog, deixa um dinheirinho aí, vai, qualquer moedinha... rs

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Projeto irritar

Uma mocinha se mudou aqui para o nosso andar na empresa. Mocinha chatinha que só.
Na sua primeira semana reclamou da gente dizendo que éramos muito festeiros e barulhentos, estávamos aqui para brincar. No dia seguinte disse que não estava aqui para fazer amigos, e sim para trabalhar e odiava as festas diárias que fazíamos. Não fala oi no elevador, não segura a porta para ninguém. Então colocamos em prática o "projeto irritar".
No primeiro dia colamos um post it escrito "bom dia" no mouse dela, fofo né? Mas colamos bem em cima da fibra óptica fazendo com que o mouse não mexesse. Ela chamou o técnico, ficou mal humorada, e o técnico só ria ao ver a brincadeira. Depois vieram as ligações diárias, de hora em hora, ou de 10 em 10 minutos, tá bom, eram a cada minuto para o ramal dela, seguida das desligadas na cara. Hoje, criamos um email secreto, onde enviamos mensagens de amizade e amor (leia-se ameaças de diversos tipos). Até cartão-postal com a figura de um rato morto ela já recebeu por malote. E vamos fazer serão para esperar ela ir embora para podermos colar o telefone dela na mesa, e uma tachinha na cadeira, não faz mal a ninguém.
Ok, a 5ª série é aqui, mas foi ela quem começou...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A escova elétrica

- Oi, é da Colgate? Queria fazer uma reclamação. Comprei uma escova elétrica de vocês que diz que tem que durar 3 meses, mas ela durou 3 semanas.
- Mas a senhora pode estar trocando a pilha? Disse a atendente no seu clássico gerúndio.
- Pilha? Que pilha? Ela é descartável.
- Não minha senhora, ela é à pilha.
- Não ela é descartável, está escrito. D e s c a r t á v e l. E é um absurdo uma pilha de uma escova de dentes durar apenas 3 semanas. Que produto horrível é este? Devia durar 3 meses pelo menos! Estou indignada.
Depois de muita insistência, brigas e palavras de baixo calão (da minha parte)...
- Tá bom. A senhora pode estar deixando a escova com defeito na portaria do seu prédio em um envelope que vamos estar retirando e estar deixando uma nova. Um motoqueiro vai estar pssando lá esta semana.
- Ok. Obrigada. Hunpf.
Chego em casa cheia de moral e vou pegar a minha escova de dentes que não funcionava e para minha surpresa, ela era da Oral B.
Me restam 2 opções: me fazer de louca e deixar a escova da Oral B para a Colgate trocar ou ligar me desculpando. Dúvida cruel...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Conservatória

La, la, li, la, rá... Aniversário da minha mãe. Fomos para Conservatória. Cidadezinha no interior do Rio de Janeiro, que vive da seresta. Pitoresca. Idade média dos habitantes: 80. Apenas 1 farmácia. Os velhinhos cantam. Muito. O tempo todo. O que me fez concluir que: Quem canta seus males espanta.
La, la, li, la, rá... Chegamos em Conservatória a tempo de ver a seresta de sexta-feira. Que alegria. Quantas cabeças brancas felizes, la, la, li, la, rá... Músicas de 1920, algumas de 1880, as mais modernas eram de 1950. La, la, li, la, rá...
Fomos para lá, pois soubemos que nos anos 80, uma das casas da cidade foi batizada com o nome do meu avô, homenageando uma música dele que era tocada nas serestas. Música até então nunca ouvida por nós da nova geração. Geração pós boêmia. Única música dele que sobreviveu ao tempo. La, la, li, la, rá...
Acho que para viver em Conservatória você passa por um processo de audição e apresenta algum dote artístico. O dono da pousada, cantava. A esposa dele, declamava poesias. O garçom, tocava violão. Me imaginei no filme Cocoon encenado na Broadway.
Chegou sábado e com ele o aniversário da minha mãe, e logo no café da manhã, mais la, la, li, la, rá... Fomos conhecer a cidade. E achamos a tal casa batizada de "Volta" de Mario Lopes de Castro. Muitas fotos depois... A noite chegou e com ela o momento auge da viagem. O museu da Seresta, sim lá tem um museu, os seresteiros cantando "Volta" para a minha mãe. Todos se viraram só para ela. A seresta sai pela cidade. Debaixo de chuva. De novo "Volta" é cantada com todos os olhares para a minha mãe, que já não sabia aonde se esconder.
No café da manhã do dia seguinte, mais la, la, li, la, rá, e "Volta" cantada em outra versão. Fomos para a periferia, pois descobrimos que uma das casas longe do centro urbano também tinha escolhido a música de meu avô para batizar sua residência, desta vez, quem escoheu a música foram 3 irmãos de 8 a 12 anos. E lá, eles cantaram para a gente a música, novamente. Lindas crianças que conseguiram cantar uma música que a própria família do autor desconhecia. Durante 48 horas minha mãe foi celebridade, pagando muitos micos, mas numa linda homenagem ao pai dela que morreu em 1945 e ela mal o conheceu. O dia dos pais passou, com um vazio imenso, para mim, pois sempre falta alguma coisa, mas por outro lado fiquei feliz em ver que existem coisas, pessoas, sentimentos e canções que são eternas. La, la, li, la, rá...

PS. No caminho de volta desligamos o rádio, não colocamos CD. O silêncio se torna importante depois de tanta cantoria. La, la, li, la, rá...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Frouxa


Esta palavra me define. Basicamente isso. Sou frouxa. Sempre fui. Como descobri isso?
Alguém já leu Flicts do Ziraldo? Ele conta a história da cor que não fazia parte do arco-íris, nem dos lápis de cores, ninguém queria ser um Flicts, pois ele era cor-de-burro-quando-foge. Triste, muito triste. Ele não tinha amigos, nem combinava com nada. Chorei rios com este livro. Me lembro até hoje de um trecho: "Não tinha a força do vermelho, nem a imensidão do amarelo, não tinha a paz que tem o azul. Era apenas o frágil e aflito Flicts". Percebi que era frouxa e que queria ser designer neste momento. Quem chora porque uma cor é aflita e frágil?
Com os anos a "frouxice" só foi piorando, acho que a idade traz novas leituras, uma dor na alma mais intensa, um filosofar mais profundo e umas cores mais sofridas que não nos ajudam em nada. Percebi que na nossa vida temos muitos Flicts soltos por aí, que não se encaixam em nada, muitas cores que querem achar seu espaço, seu lugar, sua função, seus amigos e a sua combinação perfeita.
Não nascemos amarelos, azuis ou vermelhos, nascemos Flicts lutando para fazer parte do arco-íris. E neste mundo de cores brilhantes, ser uma cor-de-burro-quando-foge é sofrido, apesar do final feliz do livro. Ainda sou frouxa, ainda sou um Flicts.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Preciso de vizinhos novos

Ando meio fora do ar, fora de mim, fora do que quero, fora do que penso, fora do que sei. Confusa que só...
Mas fiquei feliz pois voltei a ser eu quando vi uma senhora no elevador que vejo sempre, mas ela estava de bengala desta vez. E eu, ou melhor, minha língua, não cabendo dentro de mim diz:
- A bengala dignifica a velhice.
Quem disse que a mulher sorriu, me respondeu, ou me olhou? Eu chamei ela de manca velha. Porque? O que ela me fez?
É. Menos uma que gosta de mim no prédio. Alguém quer se mudar para lá? Preciso de amigos.

Coisa que eu amo (no singular)

Amo o entregador da UPS com sua bermuda marrom e a botina com cara de quem está pronto para ir num Safari, caçar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Coisas que odeio (não necessariamente nesta ordem)

• homem de calça branca
• elogios fúteis e não sinceros que recebo diariamente de quem não gosto
• cabelo quando encrespa
• o dedo ficando gordo
• umbigo com cara de sorriso
• los hermanos separados
• pêlos em lugares estranhos
• segurar xixi
• receber holerite
• tossir no cinema
• celular que não toca
• brócolis
• unha grande em dedo pequeno
• morder morango
• o menino que faz cocô na casa do Pedrinho
• chuva no final de semana
• morder o lábio
• palhaço
• anão
• anão vestido de palhaço
• pônei com cara de bravo
• esperar quem não me ama

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Só um obrigada


Chego com raiva, mal humor, fúria, ira, medo, preguiça, sono… mas logo sorrio, pois você continua deitada no sofá com cara de lady, levantando a patinha para eu ir te falar “oi princesa, cheguei”. Uma vira-lata como você, jamais se levanta para receber os humanos. Humanos que foram maus um dia, mas passou, ainda bem. Agora você tem todo o mimo do mundo. Tem até coleção de lacinhos, prefiro o pink com corações vermelhos. Arrasa.
A sua mania de dormir com a cabeça debaixo da coberta, uivar quando vê a chave do carro, rebolar quando o rolo do papel higiênico acaba e sabe que ele vai virar um brinquedo que durará 2 segundos para ser destruido e o meu orgulho quando passo pela portaria com você e o porteiro diz: “Olha a Gisele Bündchen das cachorras” eu fico tão exibida, nem caibo dentro de mim, pareço mãe de Miss.
Acho que até hoje ainda não te agradeci pela amizade. Acho que hoje ainda não te apertei o suficiente para compensar tanto amor e dedicação. Acho também que não agradeci por todas as noites que chorei ao seu lado e você me deu seu ombro, seu colo e muitas lambidas desesperadas para tentar me animar e não é que você sempre consegue me fazer sorrir?
Obrigada por ser a minha PTK. (depois daquele post da coleira com letrinhas de strass que o nome Peteka ia sair caro, resolvi abreviar para PTK, que nem DKNY, sabe?)

PS. Foto da Ana (Vanilla Coke). Zézinho, depois escrevo sobre você, tá nêgo?

Ainda dói

Hoje queria alguém para ler a minha borra do café turco e ver lá no fundo, nas formas que formam, uma família feliz, com o pai por perto. Contando histórias de um tempo distante quando estudava em Ouro Preto, ou se exibindo por ser um Hadad que trabalha com explosivos, portanto um homem proibido de entrar nos Estados Unidos, um terrorista.
Fizemos “raclete” ontem, sentei na cabeceira da mesa, no seu lugar que agora peguei para mim, pois ele vazio dói ainda mais.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Ou um ou outro

Dia de sol infernal. Minha mãe com os olhinhos apertados.
- Mãe, cadê seus óculos escuros?
- Ah! Filha, com bengala e óculos escuros, fico parecendo cega, me vi outro dia num reflexo e resolvi não usar mais os dois juntos. Ou um ou outro.

Não é justo. Eu sei.

Não queridos. A vida não é justa. E nunca será. Jamais.
A escolha que fiz em ter cachorros antes dos filhos deve me fazer ser uma pessoa odiada para muitos. Mas algumas pessoas esquecem seu passado, daonde vem, quem são, pelo simples fato de terem tido um filho. Adoro criança. Amo de verdade. Odeio os pais das crianças. Pronto falei.
No elevador tinha uma mocinha muito simpática sempre comigo. Amava meus cães. Ela engravidou. Teve filho. E agora me xinga pois meus cães não são limpos, puros ou dignos o suficiente para andar com o imaculado bebê dela. Que aliás eu muito fina nunca disse: - Olha, seu filho é feio sim e eu não aguento mais este seu sutiã cor de pele aparecendo. E antes que eu me esqueça, vá pentear o cabelo.
Fica a dica. O cor de pele não quer dizer invisível. E sempre sutiã cor de pele será feio. Ainda mais aquele que abre para o peito sair para dar de mamar. Feio! Feio! Não me obrigue a andar perto de quem usa este sutiã com uma roupa "tomara que caia", ou neste caso “Deus me livre se cair”.
Ufa. Estou mais leve. Respira.... Passou.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Não me deixe só (por pouco tempo)

Meu toque do celular era Maria Rita cantando “Tá perdoado”, mas a novela das 8, que tinha esta música acabou e pareceu fofoca velha, e eu não posso parecer desatualizada, pois mulher que passou dos trinta e não se moderniza, pisca e tem quarenta.
Então baixei “Vida Louca” do Ricky Martin, mas pareci meio vivendo a vida louca, me senti meio estranha com este toque, pois nem sempre se vive a vida louca, ou pior, nem sempre as pessoas podem saber que você vive a vida louca, enfim, este toque estava me deixando confusa, com muitas personalidades, meio remoçada demais, ou meio velhota pensando que é cocotinha. Por isso, baixei “Não me deixe só” da Vanessa da Mata, mas a música me faz lembrar o cabelo dela, e que ela sou eu quando acordo, e que ainda bem que o tempo está bem seco, uma humidadezinha… ah! Haja secador, chapa, óleozinho, creminho, pentinho, touca, muda o lado da touca… Acho que este toque no meu celular não vai durar muito, pois me deixa tensa no quesito cabelo. A vida anda complicada mesmo, pois um toque de celular pode te entregar a idade, os ideais, até a genética. Saudades de quando tocava apenas triiiim, triiim, triiiim.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Na boa


Minha irmã pediu o Cauã Raymond no "Daruma" dela, eu ri, fiz pouco caso, disse que o pedido dela, jamais se realizaria...
Não, queridos leitores, ainda não se realizou, mas por via das dúvidas, vou pedir ele para mim também, não custa reforçar, quem sabe ele entra para a família e posso ver de perto aquela barriga, braços, peito, boca, cabelo...
Vou comprar um Daruma para mim e limpar a baba e já volto.

PS. Para quem não lembra do post do Daruma: http://passeidostrinta.blogspot.com/2006/11/daruma.html

terça-feira, 22 de julho de 2008

O Ressucitador de moscas

Todo churrasco era a mesma história, alguma mosca resolvia mergulhar em um copo de cerveja.
E o Ressucitador de moscas, sorria, realizado, pois seu show iria começar.
Chamava as crianças, os adultos, seus novos e velhos espectadores. Todos ficavam a sua volta.
Ele pegava a pobre mosca, sem vida, com cuidado, separava um punhado de farofa e deitava e rolava a coitada ali, falando palavras mágicas. Depois a colocava, ainda sem vida em suas mãos, assoprava e abracadabra daqui, abracadabra dali, todos nós contávamos até 10 em coro. 1, 2, 3…
Ele sacudia, abria as mãos e a mosca voava. Novinha em folha, livre e feliz.
Os churrascos nunca mais serão os mesmos sem você, pai, meu Ressucitador de moscas. O seu show era a melhor parte de qualquer festa.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O meu amor

O meu amor é assim, meio inusitado, meio amalucado.
Não é convencional, pois não acreditamos em padrões.
Mas é assim que meu amor e eu vivemos. 6 anos. O “sim” mais fácil que já falei. A certeza mais clara que tive. O amor mais completo que vivi. A alegria mais intensa, o colo mais certo e o beijo mais sincero.
Construimos uma vida feliz, cheia de cachorros, sonhos, brincadeiras e lotada de risadas. Pois o verdadeiro amor da minha vida tinha que ser feliz, leve e narigudo.
Acreditamos que será para sempre, como todos os contos de fadas. Sabemos que não será fácil. Mas acreditamos, construimos e praticamos a nossa cumplicidade.
Eu sou a alegria e ele a brincadeira. A ranzinza despojada e o moleque irritante. Renata e Renato, dois sagitarianos, a carioca criada em São Paulo e o paulistano criado no Rio.
Ao final do dia ainda olhamos para a lua, recordamos histórias felizes e criamos outras, nos ligamos e ouvimos e falamos: - Você viu a lua, amor?

sexta-feira, 18 de julho de 2008

É sucesso!

Depois da volta do The Police, Spice Girls, RPM, The Doors (sem Jim Morrison), Katinguelê (com Salgadinho), e outras fofocas velhas que resolveram se relançar, eis que surge uma notícia bomba. Calma, ainda não são os Jackson Five. É muito melhor, pois a banda Yahoo grava seu DVD e CD “20 anos de sucesso”. (Desculpem o erro gramatical e de concordância em colocar sucesso e Banda Yahoo na mesma frase). Por acaso alguém além do Ronnie Von estava com saudades deles?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mais uma de amor

Tenho uma outra tia chamada Maria Helena.
Casou com meu tio e viveram um “felizes para sempre” (que durou 3 anos).
Os outros 40, foram só sofrimento na vida dela. Amava meu tio e ele com outra. Tentou se matar. Vivia deprimida. Coitada. Até remédio tomava.
Certo dia toca o telefone:
- Alô! Gostaria de falar com a Maria Helena.
- É ela. Quem fala?
- Um amor de 45 anos.
Ela quase desmaiou e a depressão acabou.
Ele, um fazendeiro viúvo que a namorou quando tinham 15 anos. A vida os afastou, os detinos se desencontraram.
Enviuvou e na semana seguinte descobriu seu telefone e foi atrás do amor que deixou na vida, o amor que para ele era mais forte. Cumpriu na sua vida, sua missão. Casou, criou filhos, foi fiel a mulher até ela morrer e agora a vida que ele queria era para passar ao lado de seu grande amor. Ela com mais de 60. Ele também.
Finalmente, rapidinho, ela deu o divórcio para meu tio que pode se casar com a mulher que ele vivia há 40 anos e ela se casou com seu fazendeiro.

Está explicado porque acredito no amor?
Acredito que o nosso destino ninguém muda.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Aos 89

Minha tia Alice tem 89 anos.
Nunca casou. Solteira. Morava com a irmã mais velha, também solteira. Que já morreu.
Aposentada. Advogada. Viajou o mundo. Sozinha.
Teve uma vez um italiano apaixonado por ela. Faz tempo... Isso foi nos anos 50.
Então, combinou com um amigo viúvo para os dois se casarem.
Assim os bens iam para ele. Casamento de mentirinha. Nunca tiveram nada. Apenas bons amigos. Ele? 72 anos.
E assim chegou o dia do casamento. Só no papel, só de aparência.
Mas recebeu flores com um cartão romântico. Ganhou brincos e anel de brilhantes.
Trocaram alianças. Cada um foi para a sua casa.
E todos os dias desde então ela recebe flores dele.
Ele quer se casar na igreja. De verdade. E ela, está feliz da vida.
Casou aos 89 anos, provando que nunca é tarde para começar a viver um grande amor. Nunca.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Barulhinho bom

O meu velho quarto. O papel de parede com flores delicadas, sortidas, parecem pintadas a mão. Cortinas pink.
Tenho dormido de novo lá, alguns dias.
Por um lado é bom, me sinto ainda num passado feliz onde os problemas eram menores, os amores maiores, os medos inexistentes e a coragem infinita.
Me sinto adolescente de novo no meu banheiro cor de rosa com espelhos grandes e muitas luzes. O quadro da bailarina. As almofadas. Sempre arrumadinho.
Me faz perguntar em qual parte da vida que tudo complicou. Quando foi que eu passei a não caber dentro dele?
Não faz muito tempo em que a minha vida inteirinha cabia ali, nas paredes de flores com cortinas pink.
Mas tudo está diferente agora, eu cresci ou tudo encolheu.
A única coisa que não mudou foi o barulhinho do jogo de tênis, a bolinha que vai e vem infinitamente. Às vezes um grito de torcida outros de raiva seguido de um arranhar da raquete no chão.
Olhei pela janela e ainda me pareceram ser as mesmas pessoas jogando. Um jogo que não tem fim, para me fazer lembrar que este barulhinho bom é tão familiar. Combina tanto com as paredes floridas. Com o banheiro cor de rosa. E com as cortinas pink.
Mas não combina mais comigo pois do outro lado da porta não existe mais a família feliz, ovos com bacon na madrugada e a mesa cheia às 2 da manhã. O barulhinho que vem pela manhã junto com tantas lembranças mostra que algumas coisas são eternas e outras mudam.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ligação direta

- Sonhei que meu telefone tocou e vi no visor estava escrito pai, e atendi falando "Oi paizão". - disse Déa, toda feliz.
- Que sonho bom, hein? Respondi com inveja do sonho dela.
- Ah! Bem que podia ter um telefone aonde ele está para falar com a gente. Minha mãe fala.
- Podia mesmo. Ia ser ótimo.
Suspiramos, divagamos a respeito.
Mas não existe.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Bem feito

Nunca disse que sou uma pessoa boa. Eu sou má. E por isso...
Na fila do supermercado me vejo com apenas 3 produtinhos na cestinha, a fila de até 10 unidades lotada e a fila de idosos, gestantes e deficientes, vazia. Como sempre faço (ou fazia até semana passada), incorporo a mulher grávida que existe dentro de mim. Coloco um anel como aliança, estufo a barriga e entro na fila.
- Está grávida e é tão novinha. Diz uma velhinha linda no auge dos seus 70 anos.
- Nem tão novinha, obrigada. Sorrio para a doce velhinha.
- Já sabe se é menino ou menina?
- Ainda não, estou de 3 meses, apenas. Respondo achando que não podia enganar tanto assim a velhinha, minha barriguinha pode comportar um bebê no terceiro mês, talvez, forçando a barra.
- Só isso? Ah! Então deve ser menina. Você está muito inchada. Fala a velhinha agora demoníaca.
- Tomara. Respondo, pensando que a velhinha não é linda, nem doce e sim uma safada que aposto que se faz de velha para pegar a fila dos idosos.
Percebi que fazer isso é feio, mas penso que posso nunca ter filho e jamais usar este "benefício", ou posso não chegar na terceira idade... Mas não vale a humilhação que passei.
Bem feito para mim.
Regime já.
Velha safada.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Show de Otto

Confesso que estava com saudades de falar arrastado, usar as gírias tabacudas e rir em pernambucanês.
Fomos lá, amigos daqui que conheci lá e de lá que conheci aqui. Baixo Augusta, lugar escuro, estranho. Perto de lugares pouco indicados para mocinhas de família como eu.
Show? Que show mesmo? Ah! De Otto. Que figura! No alto de sua gordura física ele resolve tirar a roupa, pois já não tinha o que fazer no palco que nos surpreendesse, já havia cantando 8 músicas de Candoblé, 20 músicas estranhas que só ele devia conhecer. Então o auge do show chega, com Otto, mostrando a todos o corpinho que conquistou Alessandra Negrini. Conquistou como mesmo? Cantando ou fazendo streep?
Não sei ainda qual é a de Otto, mas me fez sentir saudades de ser pernambucana, da batida, do falar arrastado, da liberdade, do lugar estranho, do novo, foi bom.
Mas o que aquela mulher linda viu nele? Só ele sabe...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Só podia ser novela...

Não, este não é o blog da Claudia, que comenta muito bem as novelas, mas vou falar de algo me intrigou muito ontem em "A Favorita".

Claudia Raia, com sua cintura de quem tirou 2 costelas de cada lado, estava no aeroporto tomando casquinha de sorvete de Pistache e vendo aviões decolar. Eis que chega o bonitão jornalista que pega as inimigas, e paquera ela. Depois na esteira do aeroporto, ele diz: - Você comeu 5 casquinhas (5!!! E com aquela cintura?) e ainda no meio de uma briga calorosa se beijam na esteira do aeroporto, entram num quartinho e beija aqui, beija ali, Claudinha berra: - Eu sou casada! E sai correndo. Corta cena. O bonitão jornalista que pega as inimigas, agora está em casa e toca a campainha e era a ex-presidiária que ele já pegou, mas ela sumiu deixando apenas um bilhete. Ela entra, o beija e sente o cheiro da outra no cangote dele e fica brava, afinal ela sumiu, deixou um mísero bilhete e queria que o bonitão jornalista que pega as inimigas estivesse lhe esperando.
Por que novela irrita tanto?
Não sei se odeio mais a cintura da Claudinha ou os cachos da ex-presidiária que some e ainda quer fidelidade do bonitão jornalista que pega as inimigas.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Momento de reflexão

Afinal, que mulher nunca comeu
uma caixa de Bis por ansiedade,
uma folha de alface por vaidade,
ou um cafajeste por saudade?*

*autora desconhecida, mas queria conhecê-la...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Preguiça...

Tenho um amigo que é muito profundo, profundo até demais. Nada contra profundezas, mas sou sagitariana, e os sagitarianos são superficiais por natureza. E durante um almoço profundo foi me dando muita preguiça.
- Mas Renata você tem que entender que dentro da visão da vida e das disparidades sociais existe um meio termo entre o caos instalado e a beira do colapso do que hoje chamamos de sistema, num mundo onde nossos filhos vivem a sombra da vida diante da visão de um futuro criado em paradigmas utópicos de um social devastado pela aceitação como um todo da grandeza do eu, não acha?
- Acho que não devia ter pintado a minha unha de vermelho, amanhã quero usar sandália cor de rosa. Será que combina?
Silêncio. Risos.

Frase do dia

"Um simples amigo te ajuda a carregar um móvel. Um amigo de verdade te ajuda a esconder um corpo". *

Vi finalmente Sex and the city e tudo o que eu queria eram aquelas 3 amigas perto de mim, (3 amigas pois óbvio que sou a Carrie) na saúde e na doença, na mudança ou no homicídio do meu chefe que cada dia está com mais cara de bosta perto de mim e isso me irrita profundamante...

*frase enviada pela Ana (vanila coke) meses atrás que hoje se encaixa como uma luva no meu humor.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Almoço bacana

Sempre que estou triste, ou feliz, ou com fome, ou com mal humor, ou bom humor, ou preguiça de escolher a comida, ou nos dias pares... vou almoçar num lugar aqui na Vila Olimpia. A comida é legal, o lugar até que bacana (adoro falar bacana), mas o melhor de lá é o dono.
Sabe aquele homem lindo, sarado, cabelo lindo, barba meio largada, pois bem, e o sorriso... Chamamos ele de "Beto", nome fictício dado aos belos. Nos faz perder a fome. Aliás é um ótimo lugar para se fazer regime, pois quem come com um homem daqueles por perto?
Enfim, como ando com muito, muito pouco trabalho, achei umas fotos dele e resolvi fazer um email para alegrar as minhas amigas que repassaram para outras amigas, com os melhores momentos do meu dia: comer olhando o dono. De uma hora para outra o restaurante vive lotado, tenho que ficar esperando horas por uma mesa, o público em sua grande maioria, mulheres arrumadas e lindas. E eu lá, com fome de um bolinho de bacalhau. Ah! O restaurante é português.
Conclusão: acho que eu devia ganhar uma participação nos lucros, ter uma mesa cativa e quem disse que beleza não é fundamental até para se ter um restaurante.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Eu sei quando estou de TPM...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Penúltimo passeio

Hoje fomos dar nosso penúltimo passeio juntos. Que tarde linda fez. Fomos para Embu jogar a sua metade, que sei que adoraria ficar para sempre lá, na pedreira.
Nunca tinha visto de perto uma, e é um lugar muito bonito, no centro a pedra sendo escavada, detonada, se tornando um desmonte escultural (palavra que óbviamente nem sei o que é...) e em volta muitas árvores.
Chegamos lá e tão carinhosamente seus amigos nos acompanharam, acharam um lugar lindo que jamais será escavado, pois está na área de preservação. Pôr do sol lindo. Visual perfeito. Todos lembraram que você adorava ficar daquele lugar filmando suas explosões. Cada um jogou um pouco de você por lá. Lembramos muitas peripécias que só quem te conheceu saberia que são de verdade.
E um amigo seu falou: Teremos agora alguém que sempre tomará conta das nossas detonações...
O sol foi se pondo, o frio chegando. Mas ficamos mais leves em saber que parte de você ficará sempre ali, naquele lugar que tinha a sua cara. Seguramos o choro. Era um momento leve. Deixar você lá não foi a parte difícil. Foi mais uma despedida apenas.
Voltamos para casa com a metade que sobrou para o nosso último passeio.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Aperta daqui, espreme dali, tapinha acolá


Domingo, frio, chuva, tédio, cachecol, gorro, centro de São Paulo, teatro com amigas. A peça? Olivier, fusca e fogão…
Entra em cena o homem. Alto, charmoso, com sotaque sexy, cabelo grisalho e nariz grande, que nariz!
A peça começa, sem muitos detalhes para mim, pois o texto, não era importante, ele cozinhando era um detalhe, mas ele sorrindo era tudo. Não sou crítica teatral mesmo.
A parte que prestei atenção foi a hora que ele põe a mão na massa. Isso aperta, hum, tapinha na massa, mais um, assim. E os braços? Ah! Que braços os padeiros tem. Ou será que só os padeiros franceses? Os portugueses não são assim tão fortes, ou são? Passei a achar que frequentar as cozinhas das padarias, deve ser um passeio interessante.
No final da peça, aquele cheiro gostoso de pão, a vontade de morar para sempre naquele teatro transformado em cozinha e com o francês me alimentando, eis que chega o auge, fez até calor e ele lá, pessoalmente repartindo o pão, do ladinho, assim, de mim. Tive medo de olhá-lo nos olhos e ficar cega com o sorriso, as ruguinhas e os cabelos grisalhos.
Se foi boa para os homens, eu não sei. Mas mulheres, além de comer com a boca, os olhos ficam bem alimentados.

Foto: divulgação

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Aos poucos

As tristezas viram saudades felizes,
Os medos se tranformam em forças para o amanhã,
Os choros ficam mais espaçados,
O sorriso volta no canto, nas cumplicidades das nossas besteiras familiares,
Os deboches renascem,
O peito vai ficando mais aliviado, a respiração mais leve,
As lembranças nos divertem, os sonhos florecem,
As incertezas não importam mais. O que importa são as esperanças de que aos poucos encontraremos o seu lugar no futuro das nossas vidas, na ausência do dia a dia, mas na certeza do seu constante estar ali, nos provendo, nos dando a honra de sua companhia constante.
Pode parecer bobagem minha, mas ontem na nossa primeira gargalhada depois de dias que pareceram anos, senti você feliz também rindo com a gente. Abençoando o provável sorriso voltando, aos poucos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Velhos hábitos

Todos temos hábitos que nem percebemos. Hábitos, manias, “tics” nervosos, seja que nome damos, são coisas que muitas vezes fazemos na calada da noite, no silêncio da casa, trancados na varanda, dentro do armário, mas sempre escondido de todos.
Não adianta falar que não há nada no mundo que você não faça deste tipo que jamais confessaria ao padre ou ao seu companheiro, pois são coisas que você sabe que é errado, e continua fazendo.
Que atire a primeira pedra quem nunca pecou, quem nunca teve a mania de desencravar pêlo, espremer cravo, passar creme no pé por horas…
Aqui confesso a minha mania inconfessável, eu tenho mania de cutucar o pé com alicate de unha, pronto falei, pésimo hábito, pois não sei fazer direito, e sempre tiro bife, ainda mais daquele cantinho cheio de carninha fresca, me faz até suar, parar e não pensar em mais nada, mas tudo piora quando o alicate é novo.
Já cheguei ao cúmulo de deixar o alicate na casa da minha vizinha, de jogá-lo no lixo, de trancafiá-lo de mim mesma. Sou a tarada do alicate. Posso ficar dias, horas, semanas, meses, futucando os cantinhos da unha do pé. O maior problema é no dia seguinte em que sem conseguir andar, nem colocar sapato, mancando feito mula manca, resolvo trabalhar de havaianas prata, pois sou “in”, antenada na moda, fashion demais, porém neste dia infeliz tem uma reunião surpresa com a diretoria careta do falso mundo do show business. E para poupar olhares indiscretos…
- Alguém neste andar calça 35?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vira-casaca

Minha prima Mariana, era flamenguista. Frase estranha, né? Como alguém muda de time? E aos 24 anos?
- Mariana, te dou 100 reais para você virar fluminense. – disse um tio.
Mariana não hesitou, eu queria dizer que demorou horas pensando e pensando, mas não… - Aceito. O flamengo nunca me deu nada e para ser fluminense já saio no lucro. Disse Mariana feliz com sua nota de 100 reais.
Dias depois era dia de Maracanã, com seu namorado, flamenguista roxo. Lá foi Mariana para a torcida de sempre, com sua camisa vermelha e preta, muda, diferente. Algo mudou em Mariana e todos perceberam. Não torcia mais como antes, havia esquecido o hino.
Seu namorado indignado, percebeu algo diferente em sua companheira de tantos domingos no Maraca. E aos poucos foram se afastando. Não existia mais um elo forte entre eles.
Mariana se sentiu livre para torcer pelo seu novo time. Rasgou suas velhas coisas vermelhas e pretas, seus urubus, sua carteirinha…. E comprou tudo tricolor.
Foi estreiar seu novo time no Maracanã, contra o flamengo, era a prova de fogo, torcer contra, ou a favor, ah! Sei lá.
Fluminense perdeu de 3x0.
Mariana chegou para seu tio e quis devolver o dinheiro, não valia tanto sofrimento. Seu tio não aceitou desfazer o acordo. E Mariana continua a vida, em busca de um torcedor do fluminense que aceite seu passado obscuro.
Tadinha, espero que consiga, senão vai virar titia. Nenhum homem aceita tanta traição.

Amigos...

O Pinho escreveu um lindo post sobre meu pai, eu amei. Tinha esquecido da história que ele foi garimpeiro.... rsrsrsr
http://blogdopinho.zip.net/
Obrigada pelo carinho...
beijos

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pai,


Que dia nós tivemos, hein?
Começou ontem, quando fui te ver no hospital. Falei tanto e você só me olhava. Falei tudo o que nunca havia dito. Acho que foi a nossa despedida. O nosso olhar foi cúmplice da nossa tristeza.
Depois, veio o telefonema que nunca queríamos ter recebido. Eu e Dea, lá, sentadas na ante-sala da UTI perdidas. Não perdemos um pai. Perdemos um ídolo. Tentamos escolher tudo certinho, do jeito que gostaria. Mandamos chamar seus melhores amigos. Amigos que foram sua família de verdade durante estes 28 anos em São Paulo.
Mas, o pior, foi te ver lá, deitado com seu suspensório novo. Já sinto saudades do seu "oi amoreco" seguido do meu "oi paizão". Sinto saudades de te ver no seu cantinho de sempre, no seu computador, se exibindo no seu novo macintosh que nem sabia usar.
Mas tudo foi lindo hoje. Muitas, muitas pessoas. Todas dizendo o quanto a sua alegria de viver era nítida. Todos contando e repassando suas histórias, como você gostaria de ver, relembrando sua vida cheia de fantasias.
Um menino grande, um grande contador de histórias, um grande mestre, um grande engenheiro de minas... Cada um lembrando você de uma maneira.
Fomos para o crematório, como você queria, virar cinza.
Colocamos suas músicas preferidas na cerimônia, mas a que mais me lembrou você foi "Mais que nada". Me fez ver você lá em casa, saindo do banho e cantarolando ela. Você saía tão perfumado. Era a mesma música que você cantava quando roubava no buraco, quando cozinhava... Tão gostoso foi ouví-la e ver todos em silêncio. Ninguém precisava dizer mais nada. Só queríamos te ouvir mais uma vez.
Teremos agora um longo caminho pela frente sem você, sem a nossa maior alegria.
Só queria mesmo que você se lembrasse do que te falei no nosso último encontro. "Obrigada por ser meu pai. Você fez tudo certinho. E enquanto eu viver, sempre irei repassar suas histórias para frente. Pois todas elas foram reais na sua imaginação."
E como bem te conheço, você quis nos assustar, foi embora no mesmo dia que seu pai se foi e que seu avô também. Nada na sua vida foi comum, não seria na sua morte que seria.
Prometemos jogar as suas cinzas nos dois lugares que você mais amava: em uma pedreira e em uma praia. Assim você será para sempre o meu engenheiro de minas e meu menino bronzeado, pescador de histórias.
Por fim, fomos jantar. E alguém falou: "Aposto que agora ele está contando para alguém que aprendeu a nadar com seu cavalo aos 6 anos de idade".
Rimos muito. Choramos muito. Pois falta algo. Falta você.
Vai com São Benedito, meu pai Dito.
Beijos de sua
Corujinha

PS. foto Benedicto Hadad Cintra

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Se eu soubesse

Se eu soubesse rezar, pedia para que cada história sua fosse repetida, pedia para que cada domingo voltasse e riríamos de novo de tudo, comeríamos as suas especialidades culinárias, jogaríamos buraco, e você, como sempre, roubaria e ganharia, pedia para voltar a ser criança e que hoje fosse o dia de pescar na Barra da tijuca.
Pediria que o mundo parasse anos atrás, eu nunca iria crescer e você nunca envelhecer.
Hoje tenho medo dos telefonemas que não foram dados e dos cafunes não recebidos, das promessas não cumpridas e do vazio que não quero sentir.
Se eu soubesse rezar, pediria para alguém te manter eterno, não só nas lembranças. Pediria para o mundo girar ao contrário para voltarmos para o dia em que nos conhecemos, o dia do meu nascimento, aposto que você estava feliz.
Se eu soubesse rezar, faria uma prece bem forte, pediria para meu mundo não minguar e minha fonte nunca apagar. Pediria para este tempo passar, o futuro chegar e tudo se resolver, com você perto da gente, da sua família por quem tanto você fez e que tanto te quer bem.
Pediria para o verdadeiro Big Fish não ser pescado nem levado pela correnteza, imploraria por mais alguns anos com ele por perto.
Mas sem saber rezar só me resta acreditar, confiar, e esperar que meu pai volte para a casa logo, ele não gosta de hospitais, de UTIs e de coisas frias. Ele gosta de histórias fantásticas envolvendo lutas com sucuris e implosões sub-aquáticas.
Mas, se eu soubesse rezar…

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Faça você mesmo por R$ 14,90

Com o passar dos trinta, o cabelo vai (han, han, cof, cof) embranquecendo, inevitavelmente, e existe coisa mais safada que cabelo branco?
Ele nasce grosso, rebelde, espetado, na frente, reluzente. Ele não se contenta em nascer e ficar lá, na dele… Não! Ele quer aparecer, se sobressair, se destacar, se exibir.
E pintar o cabelo, todo mês, haja paciência. Você vai no salão na hora marcada, espera meia hora, sofre, vem alguma pessoa te dar uma CARAS de 2007 para ler, onde provavelmente, a Suzana Vieira estará na capa, servem café ruim, água quente, te deixam ali, sendo humilhada com um avental feio, passam a tinta, te deixam com o cabelo espetado, a raíz cheia de tinta, ninguém fica bonita assim. E ainda te cobram uns 90 reais por este sofrimento. Isso se você não fizer escova, unha, depilação… Nestas horas para passar o tempo tudo é válido.
E de 2 meses para cá me deu preguiça de ir no salão para tal função, aliás preguiça e pobreza. Mas os cabelos (han, han, cof, cof) brancos, não param de vir, nascer, crescer e se reproduzir.
Então tive a brilhante idéia de fazer sozinha em casa:
Pinte seu próprio cabelo por R$14,90. Me pareceu uma idéia brilhante. E vou ensinar passo-a-passo.
• Compre a tinta em qualquer farmácia, eu uso a número 6.
• Chegue em casa e passe o creme antes da tintura…. Isso, assim…
• Depois faça a misturinha e comece a aplicar na raíz.
• Espera 25 minutos e aplique o resto do produto em todo o cabelo.
• Espere mais 10 minutos e lave.
• Agora tire a sua camiseta nova e linda da Zara, pela cabeça ainda com a tinta no cabelo, pois como boa anta, você não pensou nisso antes.
• Isso, manchou a camiseta. (- R$ 49,00)
• Agora toma banho para tirar a tinta.
• Passe a fase 3 no cabelo que é um condicionador que vem com a tinta.
• Lave bem, bem mesmo.
• Ah! Não olhe para o chão, você manchou provavelmente todo o box com a tinta, lave tudo, esfregue o box, pois se secar a tinta, o número 6 da L’oreal fará parte da sua vida para sempre.
• Detalhe, se você esqueceu de tirar a calcinha antes de molhar o cabelo e aquela tinta toda escorreu por ela. (- R$ 25,00)
• Isso, agora seque seu cabelo com a sua toalha linda branca com rendinhas, pois jeitosa do jeito que você é, nem teve paciência de tirar todo o produto do cabelo. (- R$70,00)

Conclusão: acho que minha irmã está certa em não pintar os cabelos, vou parar de chamá-la de Maria Bethânia e parar de implicar. Prometo também parar de chamar minha mãe de Dona Canô, afinal ela terá duas Marias Bethânias daqui por diante. E vivam os (han, han, cof, cof) cabelos brancos.
Pelo menos ainda estão na cabeça, né?

terça-feira, 29 de abril de 2008

No pet shop

Eu pegando meus caninos (Peteka, Zézinho e Caramelo) no banho.
- Nossa, você tem uma ONG? Me perguntou uma mulher.
Me vi, meio maluca, rodeada por 3 cachorros felizes, me puxando, me enlouquecendo e respondi:
- Não, querida, eu sou uma ONG.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Alguma coisa acontece…

Cheguei de trem em 1981. Senti frio. Sono. Ansiedade. No começo foi difícil. Cidade estranha. Sem amigos. Só pai, mãe e irmã. Sotaque diferente. Cidade grande. Sem praia. Não era o Rio. Não tinha a vista da lagoa no meu quarto. Não tinha o calor.
Com os anos, fui virando um pouco paulista. Fui sendo conquistada. Encantada. Passei a amar esta cidade como se fosse a minha. Fiz amigos. Me achei. Amei. Cresci. Vivi. Só o sotaque não perdi.
Durante muitos anos, não conseguia me ver longe. Da multidão desta cidade que pulsa. Não dorme. Consome. Achei o paraíso. Com seus prédios espelhados. Fingindo ser invisível. Refletindo. Multiplicando a cidade.
Saí. 3 anos. Senti saudades do vício. Do Caos. Do pulsar. Voltei. Mais encantada. Vivendo. Curtindo.
E aqui estou. Mas algo mudou. A cidade não me encanta mais. O que dá. Toma de volta. Exige. Sufoca. Me deixa mais tempo longe dos que amo. Mais trânsito. Menos suspiros. Tão perto e tão longe dos amigos. A cidade que une. Afasta. Na contagem regressiva para o fim de semana. Menos um para chegar sábado. Até onde vai a contagem. Como contar. Como saber.
Alguma coisa acontece no meu coração… Coração que ultimamente está bem longe daqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Minha mãe, sua bengala e um rei

Show do Roberto Carlos com minha mãe começa a sessão risada no estacionamento, com uma luta para uma vaga de deficiente. Em um show como este, estas vagas são tão concorridas quanto os ingressos.
Chegamos na última vaga livre e havia uma senhora em pé guardando a vaga para outra senhora que ia chegar, e começa a briga de quem é mais deficiente física.
- Olha minha senhora, estou de bengala, cheguei na vaga e ela é minha. Diz minha mãe mostrando a nova bengala.
- Mas a minha amiga que está chegando tem cadeiras de rodas. Responde a senhora de verde (toda de verde e brilhos, muitos brilhos).
Blá, blá, blás depois, chega o moço do estacionamento para acalmar as velhinhas.
E nos arruma uma vaga pertinho para estacionarmos o nosso carro enquanto a mulher de verde continuava ali, se agarrando na vaga.
Estacionamos o carro e minha mãe diz: - Só vou sair do carro quando eu ver se vem alguém com cadeiras de rodas mesmo, duvido.
Minutos depois, chega o carro esperado pela senhora “abacate-brilho” e era mesmo uma deficiente física com cadeiras de rodas, minha tia diz:
- Que vergonha, Silvia, manca como nunca, começa a mancar, vai.
Saimos do carro bem devagar e com lágrimas nos olhos de tanto rir, pensando que com a idade nos orgulharemos de nossas limitações e exigiremos todas as nossas pequenas conquistas da idade, mesmo que seja uma vaga para andar 3 passos a menos.
Entramos no show, um lugar recheado de emoções e senhoras que não sei onde se escondem normalmente.
Muitas delas demoram 10 horas para sentar numa cadeira, mas quando olham para o “Rei” berram com toda força: - Gostoso! (Vai entender)
O show começa, e é uma higiene mental única, como pode um homem ter tanto carisma? Como pode uma pessoa só, ter todo este poder diante de uma, duas, três gerações?
Muitos cabelos cor de uva balançando, chorando e correndo com seus andadores para ver de perto o “Rei” e ganhar uma rosa beijada (ou babada). As que conseguiram “o troféu”, saíam aos prantos, as demais se estapeavam.
Entre Emoções e Jesus Cristo, foram muitas risadas, gargalhadas, suspiros e lembranças felizes. Lembranças de ouvir desde sempre minha mãe cantarolando estas músicas… Dos especiais de fim de ano que caiam no dia do meu aniversário… Enfim…
“Você foi!

O maior dos meus casos

De todos os abraços

O que eu nunca esqueci

Você foi!

Dos amores que eu tive

O mais complicado

E o mais simples pra mim...”

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Segunda-feira

Ando bem sem assunto, ou sem paciência para assuntos…
• Vi Miss Saigon pela segunda vez e gostei mais ainda,
• Fui na Zé Paulino no sábado e ninguém merece ser tão mal tratada nas lojas,
• Manchei minha mão, com alguma coisa que nem sei, e está horrível, a palma da mão está amarela, será que soltei pum?,
• Minha progressiva feita em casa, devia se chamar regressiva, meu cabelo está horrível,
• Ontem na pracinha com meus cães, conheci uma cachorrinha chamada Amora que usava coleira com seu nome em strass, chique demais, Peteka ficou com ciúmes, quer uma igual, só que cada letra custa 13 reais, acho que vou mudar o nome dela para P,
• O frio chegou e com ele meu mal humor,
• A ventania desta noite me deu medo,
• Amanhã vou ver Roberto Carlos com minha mãe, sei que vou chorar, são tantas emoções,
• Apareceu uma aranha em casa, parecia a Charlote (da menina e o porquinho),
• Tive que matá-la, chorei,
• Alguém merece uma segunda-feira como essa? Hoje só comi melão, estou de regime,
• Acho que é TPM,
• Não aguento mais melão,
• E hoje é meu rodízio.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

“Os shows”


Dois dias de trabalho. Dois dias sem noção.
Um dia galera tranqüila, velhinhos e adultos felizes, no outro loucura total, todo tipo de gente, mas todos de preto, botas, capas… Mais mil vezes trabalhar como no sábado para os fãs do Ozzy do que para o Rod.
Fã que é fã, passa pela catraca e te beija de tanta felicidade, nem liga se ficou 10 horas na fila, nem liga se dormiu no chão para ser o primeiro a chegar e se não tomou banho.
Galerinha rock and roll vê o show do Korn e quer ir embora:
- Cara, você vai embora da festinha antes de cantar parabéns? Digo tentando falar para os moleques que Ozzy era “o show”.
- Ah! Tia, será? Só queria ver o Korn.
- Korn? Quem é Korn, entra lá, vê Ozzy e depois me fala.
- Tá bom Tia, eu vejo.
Pronto, isso me faz ganhar o dia. Adoro ser a tia do show, brigar com segurança, barrar folgado, deixar os fãs felizes, ver tatuagens escrito Ozzy, conheci até uma criança chamada Ozzy, enfim, não deixar as pessoas esquecerem a emoção que é ver seu ídolo.
Mas… as anãs do rock estavam lá para me assustar, com suas mãozinhas pequenas. Tento superar meu medo. Falo oi. Sorrio, tremendo.
Ver milhares de pessoas, me deixa feliz, me faz ver que no fundo, meu trabalho vale a pena, algo deu certo, me dá de novo a droga necessária para encarar mais um show, mas um stress, de novo meu chefe insuportável.
Oh! Ozzy, me mantenha sobre o efeito desta droga até o próximo show, senão desisto. Olê, olê, olê, olê, ozzy, ozzy...
De volta a programação normal...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

SOCORRO!

Ai Meu Deus!
Me mandaram atualizar meu blog e atualizei e com isso... Perdi os links dos blogs que gosto, perdi meu cachorrinho, perdi a dignidade e meu contador de visitas...
Alguém entende disso?
Eu só queria na verdade criar um logo lá em cima bem bonito... esta modernidade.

beijos
Re desespero

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Já?

Comecei a fazer isso por causa do Ju do “Que parte você perdeu?”, ele me fascinava com sua animação pelo que fazia, me encantou, me cativou e quando eu vi fiz pra mim um igualzinho, meio tímido, sem contar para os amigos fui entrando neste mundo, um mundo atual, moderno, ciber...
Com o tempo percebi que a minha vida nunca mais seria a mesma, tantas pessoas incríveis para desvendar, ler, me apaixonar. Tantos amigos para cativar, ajudar, compartilhar, rir, chorar de rir. Quantas histórias eu poderia me identificar, me espelhar e me inspirar.
E o meu mundo nunca mais foi o mesmo. Com o "passei dos trinta" conheci, virtualmente, pessoas apaixonantes que sem elas minha vida seria meio chata, apesar de ter o Kiko como amigo, eu jamais saberia:
• Que Vanila Coke é quase que uma religião para a Ana;
• Que o Javier Bardem pode ser tão cobiçado pela Claudia, sem contar nos testes de que chocolate você é, ou que tipo de biquini e praia você deve freqüentar;
• Que um simples desenho do Bambi poderia causar um trauma tão grande em alguém;
• Que as gafes do Pinho fossem ser tão bem contadas por ele no blog;
• Que a Jô pudesse ser pior que a minha faxineira Bete;
• Que a Flor pudesse ser tão encantadora e ter uma dona tão criativa;
• Que em holandês se fala: Ik moet vandaag met mijn moeder spreken, entendeu MC?;
• Os desenhos da minha Kel sempre com um caderno lindo de ilusões;
• Sem contar os novos blogs que comecei a devorar, como o da Anna, da Paula, da Luna, da Camu, da Cris (Mulher solteira que eu ADORO!), o do MH, é uma bomba sempre me faz ficar feito louca gargalhando no meio da sala, a Dedinhos com seus textos muito bem escritos, a Flavia, com o menina de papel, a Vivi sempre carinhosa e delicada, o Bicó, velho amigo jornalista contando a sua vida de repórter neste mundão, a Bianca e a Bailarina que apareceram por aqui outro dia e espero que continuem… Muito obrigada por fazerem meu dia bem mais animado.
Ah! Obrigada pelos 10 mil acessos e por me aguentarem...

PS. Esta semana tenho shows para trabalhar (Rod e Ozzy), voltarei com histórias, mas desta vez sem deficientes físicos, espero...

quarta-feira, 26 de março de 2008

As cinzas do vovô (parte 1)

Na vida temos que conhecer todo tipo de gente: algumas mais interessantes que rendem horas de risada, outras meio nostálgicas e outras ainda meio desajeitadas, mas quando todas elas se resumem em uma, aí você pode parar de procurar um melhor amigo. E foi assim que eu fiz quando conheci o Kiko, por volta de 1987.
Outro dia ele me liga:
- Rê, tive uma idéia genial.
- Lá vem... Conta Kiko.
- Minha mãe me deu um pote cheio de cinzas de incensos para a minha casa nova e eu vou dar uma festa de inauguração.
- Han, o que uma coisa tem a ver com a outra?
- Simples Rê, vou colocar uma etiqueta no pote de cinzas escrito "cinzas do vovô" e a festa vai girar em torno disso, só que preciso de você.
- (risos) (muitos risos) Pra que você precisa de mim?
- Simples, só você vai saber que as cinzas não são do vovô, mas vai conversar com ele, falar oi para o vaso, rir de algo como se lembrasse dele contando uma história...
- Quer dizer eu serei a louca da festa?
- Não, você será a intriga do pote de cinzas. Como minha amiga mais antiga, ninguém vai desconfiar se você foi ou não íntima do meu avô, se quiser pode até chorar, ou tocar nas cinzas, seria incrível.
- Ah! Kiko, vamos enganar seus amigos? Depois vão me achar maluca, ah! Sei lá.
- Topa, Rê, eles nunca vão saber que não são as cinzas do vovô de verdade.
- (risos) (muitos risos) Como eu chamava seu avô?

quarta-feira, 19 de março de 2008

O verdadeiro Big Fish


Meu pai sempre disse que quando chegasse aos 70 anos viraria terrorista. Pois é, chegou o dia… Terrorista não, mas acho que ele vai virar uma espécie de 007 com Magaiver mesclada com Tio Barnabé.
Sempre dizemos que existem três pessoas no mundo que sabem de tudo, a primeira é o Jô, a segunda o Ronnie Von e o terceiro, é meu pai. O que você perguntar ele sabe, o que você contar ele já viveu, o que você imaginar, ele já imaginou.
Dono de uma criatividade ímpar, tomou seu primeiro porre colocando cachaça com uma seringa nas mangas e as chupava “batizadas”, aprendeu a nadar com seu cavalo aos 6 anos de idade. Teve três mães, mas se diz filho de chocadeira, “se criou sozinho no mundo”. Uma de suas mães queria que ele concorresse ao homem mais bonito do Rio de Janeiro, mas como ele mesmo diz: “Homem que é homem não come mel, come abelha”. Não concorreu. Era um sósia do Omar Sharif com seus traços árabes, neto de libanesa, aprendeu a fumar com sua avó. Com ela, aprendeu também a ler a borra do café. Sempre que tomamos um café turco ele ainda insiste na leitura.
Teve uma época que se comunicava com seres de outros planetas e em outra, tentava pescar. Já leu cartas (tarô) para os amigos, mas a última moda foi construir uma fonte de água com pedras e uma casa de passarinho de vidro, nenhuma delas deu muito certo.
Teve duas filhas, mas queria ter o seu filho homem, macho, árabe, por isso nos dava de presente escavadeiras, empilhadeiras, tratores de brinquedo; nos ensinava a fazer rádio AM e me deu minha primeira e única vara de pescar.
Famoso contador de histórias sempre cativou a todos com suas histórias de personagens que jamais conhecemos, eternas histórias do tempo de faculdade em Ouro Preto, onde roubava galinhas criando um caminho de migalhas de pão até a sua República (República Purgatório, fundada por ele nos anos 60). Histórias do Pinduca, da Miss Paraíba, da Florinda Bolkan, histórias de seu pai com seu cavalo adestrado… Personagens que com os anos foram se tornando nossos amigos imaginários, se todos eles existiram, não sei ainda.
Por isso ele é o Big Fish ou Macarrão, o figurão, como alguns amigos o chamavam, uma figura impossível de ser esquecida ou de passar despercebida, com uma capacidade imensa de fazer amigos e seguidores, cativa a todos pelo seu dom de contar histórias e de encantar com suas fantasias baseadas em fatos reais.
Ainda sonha em criar caranguejeiras adestradas e em ter seu barco e viver velejando.
Outro dia, estávamos almoçando e pensamos em qual seria a música tema de nossas vidas, sem pensar muito ele encontrou a sua trilha sonora:
- A minha eu já sei, é aquela “Ele é o bom, é o bom, é o bom…” Modéstia bem à parte (dele)… Parabéns pai, pelos 70 anos de vida e que novos sonhos venham. Se quiser ser terrorista mesmo, sinta-se à vontade para tal. Como o nosso eterno homem bomba, você merece fazer dos próximos anos o que quiser, mas repense sobre as caranguejeiras...

PS. Big Fish é um filme com direção de Tim Burton, a história do filme é centrada num homem chamado Edward Bloom (Finney), cuja história é contada a partir do ponto de vista de seu filho, William (Crudup). O garoto pouco sabe sobre a verdadeira vida de seu pai, mas, usando a imaginação, ele começa a montar o quebra-cabeças preenchendo os vazios entre fatos reais e histórias fantásticas de proporções épicas que foram contadas para ele.

segunda-feira, 17 de março de 2008

528 horas por ano

Sexta-feira, São Paulo, 19:30, 20:00, 20:10, 21:00, 21:30… É muito tempo para ficar parada dentro de um carro, 2 horas por dia, e em dias caóticos, isso piora.
Comecei a pensar em como aproveitar este tempo… Além dos óbvios: ouvir música, ligar para os amigos, pensar na vida, paquerar o gatinho do carro ao lado, ver a paisagem com olhar de tartaruga, chorar sozinha, me descabelar, ficar apertada para fazer xixi, colocar mentalmente os diálogos em dia…
Pensei que podia aproveitar este tempo para fazer exercícios, limitados, mas exercícios essenciais como contrair o abdômem, os glúteos e a batata da perna.
Assim fiquei por um bom tempo, contrai abdômem, contrai batata da perna, encaixa quadril, respira, de novo… 2 horas assim por dia, achei que pudesse me fazer ter um abdômem, glúteos e pernas perfeitas, sem contar que iria criar o meu próprio DVD com dicas de ginásticas incríveis para otimizar o tempo de trânsito e transformá-lo em algo útil. A academia Curves ia falir com seus 30 minutos por dia… aha! Faça 2 horas de ginástica sem sair do carro!
Mas o resultado foi: mais vontade de fazer xixi de tanto contrair o abdômem, e um sábado totalmente dolorida, minha perna ficou toda adormecida e meu bumbum bem desconfortável.
Acho que o que deu errado foi a falta de alongamento antes e depois dos exercícios que tentarei inserir ainda hoje.
Depois informo os novos resultados da busca por um corpo perfeito aproveitando as 528 horas por ano parada no trânsito.

quinta-feira, 6 de março de 2008

The sound of music

Tá bom, confesso. Eu tenho o DVD da Noviça Rebelde. E tá bom confesso de novo. Vejo sempre. Vejo tanto que descobri que no fundo, no fundo, eu queria o Capitão Von Trapp para mim.
O cara tinha 7 filhos, isso não é legal, mas são crianças adoráveis. Tá, elas cantam demais. Mas o capitão… ah! O capitão, canta também, maravilhosamente bem, e ele tem princípios, é charmoso, encantador, e mora na Áustria, perto das montanhas, numa casa com um lago particular. Ele canta Edelweiss, Edelweiss… Me dá vontade de chorar.
E acho que é este o segredo deste filme, a mensagem que ele passa para gerações e gerações de mulheres, nos fazendo acreditar que o capitão Von Trapp existe.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Eu mereço

Num barzinho com amigos, se aproxima um moço.
Ele chega encosta em mim e diz: - Você curte um papo cabeça?
Será que era uma cantada? Na dúvida fingi que era surda.
Ninguém merece....

Hemorragia verbal

Não adianta, eu peço, mas não tem jeito, não me contem segredos, não me misturem com pessoas e seus segredos, não me dê trela, me deixem falando sozinha que uma hora eu calo a boca.
Aqui na empresa então… aí Meu Deus, por favor, me excluam das fofocas. Se eu sei de algo, me empolgo e esqueço que agora sentam 98 pessoas num mesmo andar, sem janelas, sem portas, sem baias, sem saída e com uma certeza, vou falar algo e alto de uma delas.
Hoje resolvi falar mal de uma cantora e recebo por email: Renata, ela é a melhor amiga da “Mexileira”.
Depois vejo no site da firma que abriu vaga para estágio de comunicação e divulgo a informação em alto e bom som e recebo uma mensagem: Renata, a estagiária vai ser mandada embora.
Caramba, este andar está pequeno demais para mim ou eu preciso parar de falar mal das coisas que vejo, ouço e parar de fazer comentários sobre tudo.
Por favor calem minha boca, senão conto que a moça da mídia beijou o carinha de planejamento ou que chamamos nosso chefe de Fotolete e que ele tem o guarda roupa da Olívia Palito, todo dia vem com a mesma roupa. Socorro, me calem.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Foi assim...

Viagem em família começa com briga no telefone para acertar a hora da partida, na hora marcada, depois de muitas mudanças, chego na casa dos meus pais e eles não estão prontos, óbvio, meia hora depois aparecem todos felizes, minha mãe já exausta de carregar tudo, pois meu pai tinha a missão de filmar a viagem e não podia largar a câmera, e assim foi, meu pai com câmera na mão, carro cheio de malas, minha irmã dirigindo e eu em outro carro controlando os cachorros.
Chegamos em Ilhabela e, como bons cariocas, fomos para a praia mesmo sem sol. Para chegar na praia, já é outra novela, tranca a casa, ativa alarme, prende cachorros, esquece a câmera dentro de casa, abre tudo, solta cachorros, prende de novo ativa alarme, liga polícia, alarme dispara, começa tudo de novo, esquece protetor solar, abre casa, solta cachorros…
E como na minha família nada termina sem boa comida, mercado, compra peixe, carvão, churrasco de peixe? Não, simples churrasco não resolve, tem que ter risoto de frutos do mar para acompanhar, horas na cozinha, meu pai filma tudo e as escravas obedecem as ordens. Afinal, ele precisa filmar…
A noite sempre vem com a jogatina, acompanhada de muita briga, roubalheira e a certeza de que momentos assim um dia farão falta, um dia não existirão e por isso, apesar de ser difícil a convivência depois que você tem o seu ritmo, a sua vida e as suas prioridades, mas devemos nos esforçar, pois a alegria dos meus pais por estarem com as filhas, sobrinhas, cachorros, afilhados, foi impagável.
Só não sei como ele resistiram aos 40 anos juntos e ainda estão vivos. Mas, o que eu mais quero é ver este filme.

Ps. Meu chefe quebrou o braço e tive de voltar antes…

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

4 dias e 3 noites

Começaram as comemorações dos 70 anos de meu pai e 40 anos de casados... Ô família para gostar de festa...
Para tal vamos passar uns dias em Ilha Bela, família toda... 2 filhas, 1 sobrinha, 3 filhos da sobrinha, outro sobrinho, namorados de todos e 4 cachorros.
Será um evento, que com certeza voltarei com boas histórias, se eu sobreviver.
Até quarta.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Horário de verão

Alguém avisa para meus cachorros que o horário de verão acabou?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Fé

Todos os dias passo em frente a Igreja São Pedro São Paulo para ir pra casa, e sempre penso, podia entrar e dar uma palavrinha com Deus, mas sempre estou apressada e nunca entro.
Terça resolvi entrar, eram 8 da noite. Estava cheia, tinham umas 15 pessoas. Entrei e uma moça veio me conduzindo ao salão que não era o meu foco, queria sentar ali, no banco e bater papo com Ele.
Ela me conduziu a uma salinha na lateral e descobri que eu estava no encontro do A.A. Tinha bolacha e suco. Fiquei sem graça de sair, iam me achar discrente. Sentei, ainda bem que não era em roda como vejo nos filmes.
Me senti em um epsódio de Will & Grace e me deu vontade de rir. Eu não podia ficar ali, era só um papinho que queria ter com o Todo Poderoso, não ouvir histórias tristes de famílias e perdas.
Me senti egoísta, a moça sorria para mim e eu retribuia, não custava nada ficar ali por quantas horas será que dura uma sessão?
Se eu saísse ela ia dizer para eu encarar o meu problema de frente, não fugir, odeio pessoas me analisando.
Quando começar saio de fininho, pensei. Pessoas simpáticas, todas me cumprimentando, solidárias à minha dor. Mas não estou com problemas de alcoolismo, tudo bem, saí para beber com um amigo na segunda, segunda não é dia de tomar 2 capirinhas, será que foi um sinal divino, eu ali, na reunião dos A.A.?
A porta vai se fechar e depois, ferrou, vou ter que ficar aqui enclausurada até assumir que sou alcóolatra, mas eu não sou, eles querem me provar o contrário, é conspiração.
Tive uma grande idéia, celular, atendo o celular que não está tocando e saio para falar lá fora, pego meu carro e corro. Foi o que fiz: - Alô? Não estou te escutando, peraí. Digo para ninguém.
Saio do salão com peso na consciência, mas a certeza que até para ter fé hoje em dia a vida me prega peça.
Dá próxima vez eu devia ler a placa 3ª e 6ª - A.A. às 20hs.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fofoca na empresa

Não sou santa, adoro uma fofoca da boa. E tenho uma confidente aqui na empresa que não usa msn, então tenho que mandar email para ela para contar minhas impressões sobre o mundo.
Outro dia mandei uma coisinha falando (mal, óbviamente) do meu chefe e errei o endereço dela e mandei para ele, para o próprio que eu estava maldizendo.
Percebendo a besteira, saí correndo para a mesa dele e fiquei enrrolando o moço e pedi para ver uma coisa no computador dele e ele: - Não Renata, estou no meio de uma arte.
- Ai, chefinho, por favor, vai, só no seu computador tem isso, vai tomar um café, quando você voltar, já não estarei aqui.
- Pára de ser chata, espera.
Grosso. E nisso ouço o fatal barulho do “tintin”, avisando que ele recebeu email.
Eu mais que de repente, invento que é coisa séria para o presidente da empresa, que eu não sabia nem nunca iria saber, pois ele nunca nem falou comigo e provavelmente nem sabe que eu existo, estava viajando.
- Ele está na Argentina e te pediu o quê?
Pensa Renata, pensa.
- Me pediu uma foto das nossa casas, as fotos novas, que ainda não estão na rede, vai tomar café que eu sei onde estão.
Ufa. Lição aprendida: criar um msn para a amiga não me fazer mais passar por este tipo de papelão. Parar de falar mal do chefe? NUNCA.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Velhos carnavais

Me lembro de muitos carnavais. Alguns no clube militar do Rio, onde vestíamos incríveis fantasias. Sempre Carnaval no Rio tinha que ter fantasia, já fui Jane do Tarzan, baiana, bailarina… Era muito gostoso o antes do carnaval os preparativos da fantasia, as matinês, onde o mais legal era pegar confete e serpentina para jogar nos outros. O samba batucando lá em cima e a guerra de confetes nos divertindo na pista. Lembro do carnaval do Flamengo, é já passei por isso apesar de ser vascaína, o baile do vermelho e preto, lotado de crianças flamenguistas, mas era feliz.
E os blocos de rua? Que delícia, minha mãe ia comigo e minha irmã atrás de blocos, o da Sá Ferreira, a banda de Ipanema, alguns outros que passavam na rua e íamos atrás com nossas fantasias.
Ficávamos antes do carnaval, picando papel para jogar pela janela quando algum bloco passasse, estávamos lá de prontidão, era tão divertido. Juntávamos muitos papéis para picar, começávamos a juntar meses antes os papéis velhos, era um tipo de reciclagem dos anos 70.
Na adolescência, carnaval era em Iguaba, região dos Lagos, com a Lani e a Rê. Toda noite era a mesma coisa, nós lá sambando até acabar o baile, nesta época nem bebíamos, só sambávamos mesmo. Era maravilhoso, a bateria da União da Ilha, os sambas sabíamos de cor. Éramos as mais animadas dos bailes. A noite no samba e de dia na praia, assim foi por muitos anos.
Aí inventamos de desfilar, e desfilamos com vontade, alguns anos. Treinávamos, endividamos nossos pais para pagar as fantasias e aparecíamos lindas na avenida, sonhando que seríamos destaque algum dia e sair da vida de samba no pé no asfalto.
Depois foi a época onde o carnaval perdeu a graça, vieram os namorados e acho que existe uma lei que proibe os comprometidos de serem felizes.
Este carnaval, passei em casa com meus cães, para manter a tradição, fantasiei eles de havaiano, eles saíram todos felizes pelas ruas com seus colares causando inveja nos outros cachorros, assim como quando eu era criança e aposto que todos queriam as minhas lindas fantasias.
Por um carnaval queria de novo que minha mãe me levasse pelos blocos. Me mostrando de novo, como carnaval é legal, é bom sambar, ser feliz por 4 dias. Queria este ano em muitos momentos ter 4, 5 anos e estar de baiana, pegando confete no chão e jogando nos amiguinhos, queria estar cantando marchinhas e ouvindo “Bandeira Branca”, sinal de que o baile ia terminar, era a penúltima música, pois sempre, sempre termina com “Cidade Maravilhosa”.
Prometo voltar as raízes no próximo carnaval. Promessa de carnavalesca.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Terapia gratuita

Tenho um amigo que toda semana vai em alguma entrevista de emprego. Mesmo quando não é da área dele, ele vai. Adora fazer entrevistas… Eu ligo:
- Oi Kiko, e aí? O que conta?
- Ah! Fui numa entrevista hoje.
- Quer mudar de emprego?
- Não, nem penso em mudar de emprego. Mas é que é muito gratificante tomar tempo de uma pessoa para falar só das minhas qualidades, falar de mim por uma hora e de graça?
- Porque você não faz terapia?
- Porque na terapia tenho que falar meus defeitos, oras.
Pareceu fazer sentido…
Depois de um tempo falo de novo com ele e:
- E aí? Quais as novas?
- Estou na sala de espera de uma entrevista.
- Rsrsrs mas pra que?
- Ah! Estava meio carente…
Ontem falando com ele:
- Alguma entrevista?
- Rsrsrsrs acertou! Fui hoje numa boa, teve até dinâmica de grupo, me diverti tanto, só que fui contratado e agora vou ter que aceitar. Super salário, empresa grande. Eu não queria, mas não posso dizer não, né?
- Mas e agora? Que saco, hein? – Digo tirando sarro.
- Ah! Agora já marquei uma entrevista em outro lugar para meu ego voltar ao normal.
Com os anos os amigos se tornam mais normais, né?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

CARAS

Revelação bombástica: “Toda vez que acordo enjoada, o Marcelo acha que estou grávida” – Suzana Vieira
Adoro como as pessoas sabem cada vez menos sobre envelhecer. E adoro a CARAS que sempre coloca a idade das pessoas na esperança delas se lembrarem disso. A Suzana está com 65… 65 e o marido dela acha que ela está grávida?
Só se for por milagre.
Outro milagre da CARAS é rejuvenecer as pessoas, um amigo de colégio apareceu na revista e ele tem 24. Bem, ou ele era um gênio na escola e na 5ª série ele tinha 2, ou a revista não apura os fatos.
Agora ando com a foto dele dizendo que estudou comigo no colégio, assim as pessoas vão achar que tenho 24 e que se engravida aos 65…

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Êê ele não é de nada…

Final de semana feliz começa assim:
- Vai ter show da Maria Rita no Rio. No morro da Urca.
Oito olhinhos brilharam…
Sem dinheiro, as férias acabaram, loucura, é longe, preguiça… Nada foi desculpa para apagar os olhinhos brilhando.
- Podemos conseguir os ingressos de graça.
- Podeos achar algo de trabalho para fazer no Rio e ganhar a passagem.
- Podemos ficar na casa da prima, da tia…
E assim fomos de ônibus para o Rio.
6 da manhã, rodoviária e muita chuva, mas mesmo assim fomos para a praia, sono na areia, risadas de todos, harmonia Maria Rita.
A noite, show, pega bondinho, chuva, arena lotada, 6 idiotas de São Paulo lá, para poucos momentos de alegria, mas era de graça… ríamos.
2 horas de show perfeitas, ela linda sarada, magra, loira, vozeirão, sambinhas…
Aquele morro lindo, Cristo nas nuvens, chuva parou, brisa boa, risadas gostosas, música perfeita… bonde de novo.
Avião… horas de Galeão… Mas obrigada amigos por um show perfeito.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Corre-corre

Voltar de férias é assim, a gente percebe que tudo acaba em casa, muitas contas para colocar em dia, mercado, limpeza, arrumações.
Ontem resolvi a parte mercado. Fui em um perinho de casa.
Compra tudo, papel higiênico, pasta de dente, leite, água…
Chego em casa, abro o porta-mala e cadê as compras?
Procuro no banco de trás, indignada e pensativa, tentando lembrar todos os meus passos de 2 minutos atrás, fiz compras, isso eu lembro, paguei, lembro também, desci com o carrinho até o carro, peguei a chave do carro que havia deixado com o manobrista e? Deu branco.
Volto para o mercado com cara de pamonha.
- Oi moço… Você se lembra de mim? Estive aqui a 2 minutos, peguei as chaves e lembra se eu tinha um carrinho?
- A senhora saiu e deixou ele ali, no meio do estacionamento, aí eu guardei. Disse o moço rindo.
Em resumo: acho que o Alemão agora grudou em mim…

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O alemão

- Oi mãe, você me ligou?
- Não filha, não liguei não.
- Ah! Então foi meu pai, ele está?
- Não ele não está.
- Mãe, mas me ligaram daí, se não foi você e nem meu pai, quem foi?
- Ah! Não sei… Estes telefones são tão malucos, né?
- É mãe, os telefones são malucos sim. Beijos

2 segundos depois…
- Ah! Rê, lembrei. Eu te liguei sim.
- E o que você queria?
- Esqueci. É este alemão do meu lado…
- Que alemão?
- Este Alzheimer.

Ufa! Achei que ela estava virando esquizofrênica, não com amnésia…

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

2008

Chegou com esperanças e energias renovadas.
Chegou com amor, champagne e praia paradisíaca.
Chegou com certezas e sabedorias.
Chegou com flores no mar e fogos no céu.
Chegou com um choro engasgado e na hora certa.
Afinal, 2007 já estava na hora de acabar.
É, que venha 2008, não pela metade, nem com meias palavras e muito menos com meias verdades.
Que venha cheio de amigos sinceros, os demais, eu passo.
Que venha com a alegria do despertar dos meus cães, todos os dias.
Que venha com meu amor longe, porém, perto.
Que venha sincero, que venha honesto.

De volta.... bjs a todos

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Até mais

Quando um relacionamento termina, sempre tentava lembrar dos defeitos do outro na relação, aquele chinelo velho, a unha do pé feia, o cabelo desleixado, a camiseta com um furinho na barriga, o mau humor de manhã, a mania de ver futebol quando eu queria sair…
Neste caso é a despedida mais difícil da minha vida, pois tentei encontrar mil defeitos antes de nos separarmos, mas não encontrei nenhum. Nossa, será que você é perfeito? Não creio, talvez ainda esteja apaixonada demais para encarar os defeitos, talvez seja amor mesmo, daqueles eternos.
Os seus defeitos se tornaram qualidades com os anos… 5 anos. Quando acordo com aquele seu beijo babado, penso, que saco, são 6 da manhã, mas logo sorrio quando vejo a sua alegria ao me ver acordar, na hora do banho, odeio ter que fechar o box correndo para você não entrar antes de mim e começar o banho feliz, mesmo sem ter sido convidado. Odeio sair do banho e ter você lambendo as minhas pernas até então limpas. O pote de comida sempre espalhado pela casa quando chego, sei que é a maneira de você dizer, o quanto ama me ver chegar em casa. Sentar no computador, que missão difícil, pois lá esta você, implorando para eu te colocar em cima da mesa para ver a janela. Meu chinelo que nunca está no lugar que deixo, pois sempre você insiste em sair correndo com ele para me incentivar a fazer esporte a qualquer hora do dia, nem que seja correr atrás de você. Escolher uma roupa então, como vou fazer sem as suas dicas? A sua mania de pegar as peças que estão ao seu alcance e babar nelas para eu me vestir correndo. A chave de casa que sempre te dou quando chego, e que você nunca lembra onde escondeu. Lembra que um dia te levei para o veterinário para fazer lavagem estomacal, pois achei que você tivesse engolido? Alarme falso… A coleira que você carrega sozinho, não aceitando ser um cachorrinho como os outros. O seu cantinho no sofá que jamais outro cachorro ousou tirar de você, seu rosnar constante inibindo a todos. E andar de carro com você, que chato, você não pára de pular, babar, chorar, latir, tudo junto, um stress. E no pet shop? O Fuka vem tomar banho? Ah! Tira o tapete, não marca outro cachorro junto, e dona Renata, fica esperando ele, pois ele não pára de chorar sem você, e lá ficava eu, te mimando como sempre.
Odeio também quando você faz xixi no sofá, disso não vou sentir falta, nem das suas sacudidas de cabeça onde a baba sempre voa em mim e sempre quando estou atrasada para sair de casa.
Mais, a quem estou enganando? Nada disso é defeito pra mim, são coisinhas suas que aprendi a amar no pacote do Fukinha, minha mala preta que já é um cachorro grande, ajuizado e que vai morar com o pai.
Coma direitinho, meu filho, tome cuidado com o mar, leve um casaco e seja feliz meu nordestino preferido. Mamãe te ama.

Balanço do ano: ganhei um filho e perdi outro, ganhei um marido morando comigo e de novo perdi, mudei de "firma", mas não mudei de emprego... Enfim, nada aconteceu, só envelheci um ano.
Desejo a todos um 2008 honesto.
bjs e até janeiro

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Barbie Girl

Um encontro no elevador com uma pessoa que sempre vi, sempre sorri bom dia, um dia se tornou um date. Um encontro estranho, ele com braço quebrado e cachorro para passear, eu com cachorro para passear e braço quebrado. Rimos. Caminhamos juntos, nós 4. Eu recém saida de um namoro intenso, ele recém separado.
Ele lindo, inteligente, Suiço, fino, educado, campeão de esqui. Eu, assim, assim.
Ele me chamava de Barbie e eu passei a chamá-lo de Ken. Apesar de achar que ele tinha muito mais de Ken, do que eu de Barbie.
Eu era a Barbie felicidade com ele, era o lado alegre daquele Ken europeu.
Ele me levava para comer fondue na serra, eu levava ele no circo. Ele via filmes sem legenda independente da nacionalidade do filme e não admitia que eu colocasse legenda. E eu? Aceitava e ria de não entender nada de um filme russo.
Ken era sério demais, mas sabia ter humor.
Vivíamos assim, Ken e Barbie tarde no parque, Ken e Barbie viagem para Campos, Ken e Barbie vendo filme sem entender, e para todos os programas inventávamos um tema. Tomávamos vinhos chiques e ele ficava descrevendo o vinho por 2 horas e degustando e eu virava a Barbie tédio e ele o Ken metido.
E assim foram 6 meses, até que Barbie praia, estava desbotada e precisava manter o bronze e fui para o Rio.
Uma semana amor e Barbie já volta.
Barbie praia voltou, com bronze novo e entra na garagem do nosso prédio e vejo outro carro na garagem dele.
O final desta história já sabemos, a Susy safada estacionou na garagem dele e eu não me conformava de todo dia olhar o carro dela lá e ver aquela maldita placa CFU 0124 e eu? Virei a Barbie CFU.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Como um dia de domingo


Domingo, sol, amigas, cães, praça, mato, Toddynho, pão de queijo, goiabinhas, suco, biscrok, ciúmes da Peteka, festa da Nina, ataque do Zé, paixão do Fuka, mato alto, outros cães, novos amigos, calor, corre, sobe, desce, rola, xixi, pega cocô, limpa baba, Peteka não mostra os dentes, Fuka sai de cima da Nina, Zé, Zé? Zé cadê você? Safado. Nina coleira rosa, pink, fecha portão, abre portão, mais amigos, late, rosna, abana, abana muito o rabo, foto, outra foto, segura o Fuka, solta o Zé, Teka sai de cima de mim, Nina você era branca? Sol mais forte, água para os cachorros, bebe, baba, deita, sacode, tchau, tchau, até domingo, casa, sono, exaustão, alô Ana? Cansada, sono, exausta. Ufa!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Professor de violão

Durante anos insisti no erro de que um dia seria boa violonista.
Erro mesmo, comecei tendo aula em 1984 com a Dora, professora velhinha, ótimo papo, tocava muito bem, muitas músicas velhas. Com ela aprendi o básico e era muito feliz assim, tocava A Banda do Chico e me sentia pronta para encarar um festival.
Durante 8 anos a Dora foi em casa toda quinta-feira, eu abria os cadernos dela, escolhia uma música para me ensinar e ela ensinava, simplificando as notas, os acordes, o ritmo, mas ensinava. Foram anos felizes. Eu reunia meus amigos e tinha coragem de tocar para eles, era um ótimo exercício contra a minha timidez.
Um dia ela se aposentou e eu já na faculdade consegui um outro professor que era amigo de um amigo de um amigo, aquelas coisas…
Minha primeira aula com ele, perdi o fôlego: primeiro, pois eu na verdade não sabia tocar nada e ele era profissional e eu apenas uma grande enganação e segundo que ele era lindo.
A partir daquele dia as aulas de violão se tornaram um evento para mim. Era o dia em que eu estava mais arrumada, com a saia mais curta, o cabelo mais penteado. No primeiro ano com ele, as aulas eram na minha casa, a partir do segundo eu passei a ir na casa dele, já tinha 19 anos e ele devia ter uns 29…
Durante anos e anos continuei na minha louca paixão platônica pelo professor, tentava a todo custo chamar sua atenção, contava histórias engraçadas, estudava a sério, levava mais a sério o violão do que a faculdade… e ele lá, lindo, me ensinando.
Boa parte da aula eu ficava só ouvindo ele tocar e babando. Homem que sabe tocar bem um instrumento já é meio caminho andado para o sucesso, né?
Com ele foram 10 anos de “estudo”. Eu lá sempre cheia de charme e ele nunca me deu bola, sempre ria das minhas investidas, até acho que ele era gay.
Um dia parei de ter tempo para as aulas e nunca mais toquei violão. Após 18 anos de estudo, de emprenho e de nenhum talento.
Outro dia liguei para ele: - Fernando, adivinha quem é? Uma dica… a sua pior aluna…
- Não Renata, você sabe que não era a minha pior aluna, eu tinha um com Sindrome de Down.
- Rsss, ah! Fê, quero ter aulas de novo, tem horário?
- Desculpa Renata eu não consigo mais te aguentar toda semana, pode ser uma vez por mês?
Pois é, nunca mais falei com ele, mas anda me dando uma vontade de voltar a insistir no erro, da aula, claro….

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

vaga de idosos

- Filha, você acredita que a sua mãe não deixou eu parar o carro na vaga de idoso do Shopping?
- Mas porque pai?
- Ela disse que tem gente que precisa mais que a gente destas vagas.
- Han...

- Renata, você acredita que seu pai queria parar o carro na vaga de idoso?
- E porque não parou mãe?
- Ah! Tem cabimento, tantos velhinhos por aí precisando desta vaga e a gente parando o carro nela?
- Mas mãe, você manca pois tem que fazer uma cirurgia e colocar uma prótese na perna, meu pai usa oxigênio, ainda por cima está com asma, diabetes, pé inchado e manca devido a paralisia infantil que ele teve. Quem no mundo, que casal precisava desta vaga que vocês? Só se fosse uma ambulância...
Minha mãe fica rindo e fala:
- Ah! A gente não está tão mal assim...

Queria ter puxado o otimismo dela.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Curtas

Neste feriado, vi, pensei e fiz muitas coisas. Por exemplo:

É errado eu adorar ver a propaganda do Gianecchini dançando e cantando Mon Bijou? Pois eu amo, fico rindo achando ele o mais fofo do planeta, com aquela camiseta surrada… Vou comprar Mon Bijou. Aliás a camisa dele meio surradinha dá impressão que o amaciante não é legal com a roupa… Mas ele é lindo.

Fui ver Ivete Sangalo, não fui pega pelo arrastão, mas vou dizer uma coisa o dia em que eu for lésbica juro que caso com ela, ô mulher gostosa.

Fui num barzinho de jazz, lá em frente ao cemitério, e o cara do bar que atende é a cara do Che Guevara, dá vontade de fazer uma revolução sem perder la ternura.

Fui cortar a minha franja, depois de ver Ivete linda, magra e de franja, o cabeleireiro queria cobrar 30 reais, ofereci 10 conto e agora a franja está no meio da testa, igual Amélie Poulain, quer dizer, estes 10 contos vão durar 3 meses. Boa economia.

Até que está indo bem a vida sem marido, ando com tanto tempo livre para mim, que vou acabar me acostumando.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A Paula do "Não é pra ler" me passou este desafio… vou tentar responder para ela… bjs Paula.

Último livro comprado - Pantaleão e as visitadoras
Estou lendo agora - Pantaleão e as visitadoras, estou numa fase Mario Vargas, estou devorando um atrás do outro
Número de livros que eu tenho - xi… fiz uma estante nova
Três livros que significam muito para mim - Cem dias de solidão, Gabriel Garcia - Helena, Machado de Assis e Flicts, Ziraldo
Últimos filmes que vi - Shrek terceiro, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Minha vida sem mim
Filmes que significam muito para mim - Um convidado bem trapalhão, E o vento levou… e Cinema Paradiso
Último “cd” que eu comprei - Maria Rita, Meu samba
Música que está ouvindo agora - Todas da Maria Rita
Três músicas que significaram muito pra mim - Wave, Tom Jobim – Alzira, Lenine – Quem te viu, quem te vê – Chico
Bebida favorita - Vinho
Entidade favorita - Cinderela, rsss
Férias favoritas - Rio sempre no Rio
Vício favorito - Palavras Cruzadas e catar carrapato de cachorro de rua

Passo agora para a Ana do Vanila Coke.... bjs

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Gostosinha

Adoro observar a vida alheia, reparar nas brigas, nas alegrias dos outros me fascina.
Outro dia ouvi uma que me fez pensar:
- Fulano, você nunca me elogia.
- Ah! Minha gostosinha. Riu o moço com ar de sem graça.
Desde quando gostosinha é elogio? Homens! Gostosinha é óbvio, não elogio. E não é que ela aceitou? Boba…

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O jeito carioca de ser

Fui passar o final de semana no Rio a trabalho. Engraçado voltar para a minha terra agora só para trabalhar e em datas festivas, como gosto daquele lugar. Desta vez fiquei na Barra, pela primeira vez vou para aquela região com o intuito de dormir, pegar praia, trabalhar e fazer tudo por lá.
Após um dia inteiro enclausurada, dentro de uma casa de show e ter a oportunidade de ver Zeca Pagodinho no seu habitat, voltei para o hotel, e foi um pouco difícil dormir com o barulho do mar, devo confessar.
Logo cedo acordei e corri para a praia, que sábado ensolarado, fui com o fotógrafo que me acompanhou nesta viagem, ele no mar e eu na areia curtimos a praia da nossa maneira.
No decorrer da manhã, fui molhar o pézinho na água. Como é frio o mar carioca, será que quando eu era criança entrava lá sem ser forçada? Bem, mas voltando ao assunto, estou lá, de frente para o mar apreciando aquele azul, as ondas, os surfistas lá longe, quando chega um homem perto de mim com uma menininha de uns três anos e puxa papo.
- Ta frio o mar, não é?
Respondo que sim e quando olho para o lado percebo que a filhinha dele estava quase se afogando, ele corre, a socorre e me diz: - Até me distrai com a sua beleza.
Han? Ele quase afoga a filha para passar um xaveco?
Neste momento, o fotógrafo sai do mar e senta na minha canga e o homem lá, de sunga, uma filha quase afogada e me dá um cartão com o telefone dele.
O carioca é assim, não pensa, não tem medo de levar um não, nem de afogar a filha. Não mede esforços para te cantar e ser galante. Era quase coroa o homem, interessante, mas ele nem questionou se o fotógrafo era meu namorado, marido ou amante. E para falar a verdade algo me intriga até agora: da onde ele puxou aquele cartão? Da sunga?