quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Don’t Cry for me Argentina

Em umas férias fui com a minha mãe para Buenos Aires, passamos dias muito divertidos, fazendo comprinhas, comendo alfajores, tomando cafés… Um dia resolvemos pegar um trem “o trem de Prata”, para achar este trem penamos, fomos para o subúrbio de Buenos Aires e pegamos um outro horrível, cheio de gente feia, um horror, e lá descobrimos que tínhamos pego o trem errado. Horas, quilometros e chacoalhos depois conseguimos chegar no trem certo. Parecia o paraíso, paisagens bonitas, trem bonito, maquinista gato, estações arrumadas e limpas.
Chegamos na estação final, andamos pelo parque, tiramos fotos e o último trem ia partir de volta a Buenos Aires, saimos correndo, entro no trem e a porta se fecha e minha mãe fica para fora.
Ela começa a berrar agarrada na porta do trem: - Minha filha, minha filhinha… e a bater no vidro desesperada e eu dentro do trem não sabendo se fingia que não conhecia ou se chorava. O escândalo foi tão grande que o trem parou e minha mãe entrou, suada e ofegante, me abraçou como se tivesse ficado anos longe de mim. Senti até uma comoção dos outros passageiros no trem, e eu morrendo de vergonha.
Porque uma mãe pode nos envergonhar tanto?

Um comentário:

Pinho disse...

Tadinha da Dona Silvia, ate imagino o desespero dela, vendo a filha queria ir embora.rsrs